Quinta-feira, 26 de Abril de 2007

Choveu...flor de laranjeira

caminhando.blogs.sapo.pt/arquivo/flor-laranj.jpg

 

 

Que pena, não haver outro registo aromático além do da memória dos nossos sentidos.

 

 

Na margem norte do Tejo, encastrada entre margens verdejantes e campos perfumados, ornados das roxas flores do rosmaninho, salpicado de giestas e estevas, surge a vila onde reside a minha mãe. Estes campos e montes que num passado recente foram solo fértil de pinheiros robustos e seculares são, hoje, túmulo dessa vida abundante. Apenas braços descarnados, inertes, secos, da cor negra do queimado se erguem em direcção ao céu. O verde das copas não existe, porque não existem copas. Resta o verde que cobre o chão. Este chão do meu país que, de vida renovada, se teima em cobrir...contra a mão de fogo que o destrói, contra o destino que lhe corrói as entranhas, meu país e estes meus campos resistem...

 

Cheguei. Sinto o pulsar do coração ribatejano...meu coração também bate, neste compasso especial, neste dia especial, como há mais de trinta anos atrás bateu...bateu num nervoso infantil, pressentiu, mais que compreendeu...Hoje, compreende...tenta não esquecer...

Olho a placa "Polígono de Tancos" , envelhecida e firme, tal como firme foi a coragem dos que daqui partiram e firmes serão as minhas rcordações ainda que envelhecidas....

Um sinal de mensagem no telemóvel, desperta-me do torpor em que mergulhei. "Saudações democráticas"- leio.

 

Minha mãe, idosa, curvada ao peso dos anos e da vida atribulada e sofrida, parece nem me reconhecer quando entro.

"Ah! És tu, minha querida!" , e é tudo quanto consegue dizer porque a emoção lhe prende a voz. Prende-me também num abraço interminável...Ali permanecemos, juntas, envoltas no aroma de flor de laranjeira que, do quintal, invade a casa. Chilreiam os pardais. Os pardais que ela alimenta diariamente com pão molhado ( como se não lhes bastasse o alimento farto que retiram do quintal...). "São a minha companhia" - repete.

 

O chão cobre-se de um tapete perfumado de flor de laranjeira. Passeio sobre ele. Agitados os ramos por alguns golpes de vento, lançam sobre mim uma chuva imensa de flores brancas. Inspiro profundamente este aroma inigualável.

Desce sobre mim uma chuva de pétalas.

Flor de laranjeira...

 

As árvores oferecem os  frutos carnudos aos nossos olhos...alguns nos ramos mais altos, parecem convidar a subir....

Eu subo. Trepo um pouco pelo tronco. Agarro-me a um ramo mais forte e estico-me para apanhar uma laranja enorme...sinto-me como uma princesa dentro de um castelo.

E aos meus ouvidos parece chegar uma voz, suave como num sussurro:" És a minha princesa". Essa voz que se silenciou há tantos anos quantos os que nasceu a voz da liberdade.

Meu país, meu castelo de flor de laranjeira...

Que saudade.

 

 

 

(foto de: quercus.no.sapo.pt/images/tejo_flora2.jpg)
 

 


Desabafos de alemvirtual às 08:16
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Sábado, 21 de Abril de 2007

De mim...

 

Há dias que desejamos nunca terem visto o alvorecer. São horas e dias longos... arrastados... sofridos... tormentosos... vazios e acima de tudo, solitários. Não fossem os pensamentos que me invadem e assaltam, em cada destes eternos momentos, e seriam dias de completa solidão.

Abre-se a chaga no peito, cerram-se os olhos e deseja-se...deseja-se apagar este dia e apagar todos os dias e ficar algures, perdida num qualquer dia da infância, num qualquer momento de sorrisos.

Sinto-me perdida na vida. Vida que se arrasta, longa e penosa, vida cansada neste cansaço de vida.

Nos dias e nas horas que se eternizam, desfilam imagens de outros dias, de outras horas mais felizes...as poucas, talvez as únicas...as horas de mãe, louvando a Deus os seus bebés saudáveis...

Ah! quanto engano...quanta ilusão!

Deito-me na cama dela e agarro os seus peluches...assim permaneço...longas horas.

Lembro-me de, também a embalar assim, comprimida contra ela e o seu pequeno corpinho rosado contra o meu...sentia o seu cheiro e volto a senti-lo e a ver os seus olhos imensos de uma triste negrura (prenúncio?...) e o seu rosto redondo onde bailava um sorriso puro, confiante...Como tudo muda!

Lembro-me dele também. Branco e macio como pétalas de rosa, voluntarioso, até no berço...olhos da cor do mar profundo...

Aqui e Agora...eu e os peluches...neste momento são apenas eles que preenchem os meus braços.

Estou prisioneira de um corpo e de uma vida.

Esta não era a vida tanta vez sonhada, idealizada nos desejos intempestivos da juventude.

Deve haver um equívoco. Esta não é a minha vida.

Alguém a roubou, talvez...

Alguém a trocou, também é possível...

Eu dormia e sonhava e alguém usurpou a vida dourada que devia ter vivido.

Alguém foi um miserável ladrão de sonhos. O nome do ladrão-disseram-me que era Destino. Que destino? Para que quer ele os meus sonhos e a minha vida?

O Sol escureceu e as trevas cobriram a Terra. O dia ficou gélido e eu, eu aqui estou cansada, perdida, sozinha...

Vivo nas trevas amargas dos sonhos desfeitos. Os meus olhos dever-se-iam ter fechado, logo após, a primeira luz.

 


Desabafos de alemvirtual às 21:06
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Sexta-feira, 20 de Abril de 2007

Um mundo desconhecido por alguns, conhecido por muitos

 (imagem retirada de: upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/83/J...)

 

Hoje, fui inscrever-me em aulas de pintura. Há imenso tempo que ando para o fazer, mas acontece sempre qualquer coisa que me impede.

Gosto de pintar, mas até aqui tenho sido autodidacta e o resultado está longe de me satisfazer, sobretudo na pintura  a óleo.

Bem, não vou falar de pintura (se bem que seja um tema muuuuuuiiiito interessante). Também não vou falar muito, pois no meu "pseudo atelier" espera-me uma tela, aguardando pacientemente uns retoques...

Naquela sala, aparentemente desordenada uma profusão de tintas, pincéis, frascos, panos, telas inacabadas que mãos hábeis manuseavam dando pinceladas aqui e ali, com olhares críticos frente aos pastéis...parecia reinar a confusão naquele ambiente exótico, um pouco extravagante dos ateliers de pintura. Senti-me "em casa". Parecia ter entrado numas águas furtadas em Montmartre... (Sempre me achei "diferente". Na verdade sou diferente e ainda bem. Que dose dupla de sacrifício, para os outros, seria haver duas Paulas, um duplicado da pestinha!! Era interessante saber a opinião dos outros em relação a mim, pois se há coisa que mais difere é a imagem de nós mesmos da imagem que transmitimos...o meu self...)

Divagações à parte...

Correndo o olhar pela sala, uma estante pequena de mais para os livros esquecidos que comportava, meio lançados ao acaso, chamou-me a atenção. Localizei de imediato um título...parecia sobressair de entre os outros. Instantaneamente lembrei-me das suas passagens chocantes, da repugnância sentida ao lê-lo (devia ter cerca de 14 anos e era a devoradora da biblioteca de uma irmã minha que, na altura, já era uma respeitável senhora casada e academicamente formada). Sempre achei que devia ser uma obra "obrigatória" para filhos e pais, jovens e adultos Chama-se "Viagem ao Mundo da Droga" de Charles Duchaussois. é um relato impressionante, na primeira pessoa...

Já agora, para os nossos jovens e também para os nossos pais, sobre a mesma temática "A Lua de Joana" de Maria Teresa Maia Gonzales...uma obra que nos prende e envolve, que nos comove no mais profundo do nosso ser, que nos faz olhar para os nossos filhos, vê-los, ouvi-los, compreendê-los...

Rezar para estarmos sempre atentos e temer esse invasor, ladão de vidas e de sonhos... para que nunca seja tarde demais....para que nunca haja Luas vazias...

A.P.

 



Desabafos de alemvirtual às 12:28
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Quinta-feira, 19 de Abril de 2007

Pela Liberdade, pela Democracia, pelo 25 de Abril

 

 

  

Olhos vazios...

Vozes caladas...

Vontades esquartejadas...

Revolta,

Gritos,

Brados,

Prantos,

 

 

Filhos tombados,

Almas prisioneiras,

Mãos agrilhoadas...

 

 

Trevas cerradas...

 

 

O sonho de alguém

Venceu as barreiras,

Lançando a semente

Aqui e além

No povo e na gente...

 

 

O povo ousou,

O povo sonhou,

 O povo venceu,

 

 

 

Cantou liberdade.

 

 

Rasgou-se o véu...

E de cores ao rubro

Vibrou a cidade.

 


Desabafos de alemvirtual às 07:50
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Sexta-feira, 13 de Abril de 2007

O caminho...

 marilia_rodrigo.blog.uol.com.br/.../floresta.jpg

 

Hoje, mais uma ida ao IPO. Esta semana foi a segunda vez que passámos lá a manhã.

Chego a casa sozinha, por isso as palavras ganham vida.

Na realidade estou sempre sozinha. Como partilhar a angústia que se vive? Este é um dos percursos onde não se encontra companhia.

"Como está ela?" perguntam-me. "Vai indo" respondo. E é tudo.

Ela está cheia de esperança e eu cada vez mais angustiada. Sou a única culpada por tudo o que sofre. Negligenciei. Devia ser responsável pelos filhos que Deus me entregou para cuidar e não estive à altura. O desconhecimento e a ignorância não justificam a negligência e eu pensava que nada de importante se passava, por isso estava tranquila.

Ontem quando vi na requisição de mais uma PET (Tomografia por emissão de positrões) que o estadiamento era IV, fiquei em pânico. Quando dizem "é agressivozito" ela vê nestas palavras brandura. Diz-me cheia de confiança "acredito que o pico da doença já foi, agora é vigiar apertadamente" mas eu percebo a gravidade da situação...

Como eu me culpo! Afogo-me em remorsos, o meu coração parece estalar de dor, mas não posso voltar atrás. A culpa e o medo que sinto perseguem-me. É um medo tão grande que não há palavras que o descrevam.

Espero um milagre.

 

 

Os plátanos daquela estrada começam a vestir-se de rebentos viçocos. Em breve estarão cheios de vida...Nós caminhamos e oiço repetidamente, baixinho, quase num sussurro: "Odeio este hospital. Odeio este caminho. Até quando é que o vou percorrer?" E neste desabafo, parece que a força da Primavera nos jardins é uma afronta à vida que pouco a pouco perde a sua seiva. A Natureza, essa, prossegue ininterruptamente os seus ciclos...renova-se...revive...

 

Já vi estes plátanos despidos...os ramos nus e estendidos como braços de náufrago, tentando a salvação...vi-os depois, como agora, numa tímida promessa verde...vi-os lançar o abrigo da sua fresca sombra nos dias tórridos de Verão...vi-os, por fim, dourar as suas vestes e atapetarem as ruas de tons ocres, contrastando com o cinzento do céu...

 

Já vi estes plátanos demasiadas vezes...Se fosse possível serem só os meus olhos a vê-los...

 

Estou cansada de mostrar uma alegria que não sinto, uma força que não tenho. Já não quero estar no palco. Quero que as cortinas desçam e a peça termine. Continuo apenas por ela. Mas é difícil. E eu cá vou interpretando o meu papel...

 

Pensei "arrumar" as sapatilhas. Para quê continuar? Alguém imagina a contradição de sentimentos, o esforço necessário para sair por aí, correndo? Mas ela disse-me "estou a preparar a tua meia-maratona ", "Vais ter uma grande claque" (ela nunca assistiu a uma prova minha e quando me perguntou se tinha claque a aplaudir-me e lhe disse que não, que ninguém me conhecia, ficou triste e prometeu-me que iria ter a maior claque que poderia imaginar. Ela tem este espírito alegre e brincalhão). "Quero uma foto tua, só da cara...a rir - disse-me. Vou estampá-la em camisolas e nas costas imprimir a frase "Não há Meta que te resista".

 

Como posso defraudar os seus sonhos? Ela que não anda 2 metros sem se cansar... Não terei que ser eu a correr por mim e por ela?

 

Estou cansada mas não o posso dizer. Quero desistir mas não o posso fazer.

 

 

 

Agora, vou fazer um apoio domiciliário a uma menina que também luta contra um problema oncológico. Depois, bem depois, então irei correr...

 

Às vezes, penso que é demais.

 


Desabafos de alemvirtual às 14:37
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Quarta-feira, 11 de Abril de 2007

Felicidade

 

 malucaresponsavel.blogs.sapo.pt/arquivo/Lua-.jpg

 

 

Quis pintar a felicidade e não encontrei as cores...

O branco, demasiado frio...

O verde, muito vulgar...

Olhei o céu e era azul...

A noite diz que o negro não serve...

As rosas são belas, mas têm espinhos...

 

 

Quis roubar as cores ao arco-íris...

Ele fugiu para lá do horizonte...

 

 

Não encontro as cores da felicidade...

A tela enche-se de vazio

 

 

Quero o brilho das estrelas

Quero também o fulgor do Sol

Quero a sombra do salgueiro

Quero a espuma desfeita das ondas

Quero a luz do alvorecer

Quero, ainda, o entardecer

Quero sorrisos e olhares

Quero pintar o mundo inteiro

 

 

De que cor é a cor da felicidade?

 

 

 

 

 

 

 

  

 


Desabafos de alemvirtual às 13:47
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Terça-feira, 10 de Abril de 2007

Peregrina errante...

 


Percursos...

Momentos...

Quantos caminhos, quantas veredas eu percorri...ao início, veredas sedutoras, aliciantes, sendas perfeitas, atapetadas de verdura, bordadas de flores silvestres...Ah! Sendas enganadoras. Alguns passos percorridos e logo a ilusão se desvanece...acho-me em atalhos tenebrosos...

Volto atrás...

Olho em redor, desorientada por momentos...

A aridez substituiu a vida pujante, mas enganadora com que me seduziu.

Tomo alento...

Busco uma saída. Fujo ao deserto que se avizinha.

Tento manter-me atenta. Captar sinais subtis que me alertem contra a aparência cativante, a falsa aparência...

Estou cansada. Tantos caminhos encetados, buscando o caminho. O meu caminho...Aquele que desejo percorrer que irei desbravar caminhando....está aí algures. Sei-o. Sinto-o. Pressinto-o, mas não o encontro.

Quero descansar.

Não sei se quero percorrer mais caminhos.

Deparo-me com uma encruzilhada...sinto-me perdida...sozinha...desfaleço...rola uma lágrima...

Meus pés estão feridos. Feriram-se nas muitas pedras do caminho. Sangro...

Procuro um lugar aprazível. Mas não para percorrer...desisti.

Tenho sede.

Tenho fome.

Ninguém me dá de beber...o alimento esgotou-se...

Continuo à procura. Quero sentar-me e esperar. Esperar que termine a jornada porque não quero arrastar-me mais.

Já não desejo uma sombra refrescante, mas um lugar onde raios de sol me acariciem a pele. Preciso desse calor. Andei por veredas agrestes e frias. Sinto-me gelar.

Quero embriagar-me com o aroma das flores, das minhas flores. Busquei-as toda a vida. Quero descansar junto delas.

Encontrar esse lugar...descansar...rodopiar, enfim, livre e feliz em alegres passos de valsa sobre vales e  montanhas...

Fui peregrina...Fui caminheira errante...agora, encontro, por fim, O caminho...



Desabafos de alemvirtual às 18:03
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Domingo, 8 de Abril de 2007

Páscoa Feliz

 

 

Uma Páscoa Feliz para todos.

 

Ressuscitou. Aleluia!

 

 

 


Desabafos de alemvirtual às 00:00
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Terça-feira, 3 de Abril de 2007

A grandiosidade de cada um só se afirma na humildade genuína…

 

 

 

“Eu não vim para ser servido, mas para servir”, disse Jesus.

 

À imagem de Jesus Cristo, cada pessoa deve colocar a sua vida ao serviço do outro. Quantas vezes, esta postura nos traz dissabores, amarguras e mágoa no coração. Lágrimas furtivas que se escondem porque não seriam entendidas.…os patamares de entendimento não estão todos à mesma altura, nem todos nivelam a percepção do outro com base neste valor.

Continua-se a valorizar a pessoa por aquilo que tem, por aquilo que afirma continuamente que é, em poses ensaiadas, em frases estudadas, em afirmações planeadas de crenças e valores oportunamente adequados e nem sempre (muitas vezes) sentidos.

É a imagem que conta. É a imagem que vale. É, uma vez mais, o parecer e não o ser. Não importa, ninguém quer saber. Importa o que se aparenta. Importa o que se tem. Importa o exterior. Importa o acessório.

Aquilo que se é no íntimo, só no coração de cada um conhece. Só essa pessoa o sabe, quando sabe…quando nos momentos (se existem) de reflexão pessoal, de libertação plena de sentimentos e emoções e do fluir da consciência se faz presente, se é juiz dos actos praticados, das intenções desejadas, das verdades, mentiras e omissões e de sentimentos camuflados.

A grandiosidade de cada um só se pode afirmar na humildade de um coração autêntico, em gestos genuínos de desprendimento.

Mas não gostaríamos de ver reconhecida, um pouco dessa entrega e doação ao outro, tantas vezes de anulação pessoal, para felicidade alheia?

Não desejaríamos, tal como Jesus o deve ter desejado ardentemente, o reconhecimento da mensagem de amor, a retribuição da entrega, a valorização de tesouros intimamente cultivados que ocultamos aos olhos do mundo?

Ah! Pudéssemos falar todos a mesma linguagem, ver todos com os mesmos olhos, sentir todos com o mesmo coração e a felicidade estaria ao alcance da nossa mão.

Imaginemos duas pérolas autênticas e iguais. Qual terá mais valor? A jóia que alardeamos ao mundo, divulgando o seu valor, ostentando a sua posse ou a que singelamente adorna o colo suspensa num fio de um qualquer vulgar metal? Qual despertará mais a atenção? Porventura a que merece mais destaque, a outra passará despercebida, ignorada, ou será julgada jóia de imitação. No entanto, quem as possui sabe o seu justo valor.

Também toda a pessoa é uma jóia. No entanto, umas ostentam-se, outras resguardam-se de olhares avaliadores. Umas sabem o seu valor, outras nem imaginam que o têm, outras ainda fazem passar por autênticas, meras jóias de imitação.

E onde termina a liberdade reflexiva individual e começa a soberba de cada um, quando nos apercebemos destes paradoxos?

Possa eu, alcançar um coração puro, arrancar toda as ervas daninhas e entrarei na “cada de meu Pai”.

Quero ser humilde, pois só os humildes serão exaltados.

Quero receber injúrias e humilhações para conquistar um lugar na eternidade.

Arrancar todos os vestígios de ambição, de vaidade e cultivar sonhos. Quero voltar a ser jardineira de sonhos. Sonhar a dormir, sonhar acordada. Falar de sonhos, dos meus sonhos, de sonhos de Paz. De sonhos de Amor. De sonhos de um Mundo de sonho.

Não quero ter, quero ser. Ser autêntica. Ser cada dia melhor. Limar as minhas arestas e esbater imperfeições.

Queria companhia neste projecto de vida. Queria que uma multidão me acompanhasse. Queria um sorriso e uma palavra de compreensão. Para não vacilar. Para não me julgar e julgando criar soberba em mim.

 

Como disse S. Francisco:

 

 “Senhor, fazei de mim, um instrumento da Tua Paz.

Onde houver ódio que eu leve o Amor…

Onde houver discórdia que eu leve a união…

….

Pois é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado e é morrendo que se vive para a Vida Eterna”

 

Que a minha vida seja vivida com um sorriso nos olhos e uma palavra amiga nos lábios. Que o meu coração saiba entender. Que eu saiba escutar. Que eu saiba perdoar. Que eu saiba incentivar e dar coragem, mesmo quando tiver medo. Que eu saiba optar. Que eu caminhe sempre no Bem. Que eu saiba espalhar a Paz. Falar de Paz. Ter gestos de paz. Ser construtora da Paz.

                             (foto retirada de www.arteseletras.org/images/te_doy_la_paz.jpg)

 


Desabafos de alemvirtual às 21:07
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A ponte e a montanha

 

Hoje, fomos de novo ao IPO.

 

Nem sempre as notícias são ruins. Hoje, até foram boas, mas tal como lhe disse "já não sabemos reagir, porque estamos habituadas a más notícias..."

 

Lembrei-me de uma canção de Roberto Carlos que transcrevo a seguir...

A oração é a ponte entre Deus e os Homens. Nós tentamos atravessar essa ponte e chegar à montanha...à Sua segurança, ao Seu refúgio... 

A Montanha

Roberto Carlos

Composição: Roberto Carlos / Erasmo Carlos

 

 

Eu vou seguir uma luz lá no alto eu vou ouvir
Uma voz que me chama eu vou subir
A montanha e ficar bem mais perto de Deus e rezar


Eu vou gritar para o mundo me ouvir e acompanhar
Toda minha escalada e ajudar
A mostrar como é o meu grito de amor e de fé


Eu vou pedir que as estrelas não parem de brilhar
E as crianças não deixem de sorrir
E que os homens jamais se esqueçam de agradecer


Por isso eu digo: Obrigado Senhor por mais um dia
Obrigado senhor que eu posso ver
Que seria de mim sem a fé que eu tenho em Voce
Por mais que eu sofra, Obrigado Senhor mesmo que eu chore
Obrigado Senhor por eu saber
Que tudo isso me mostra o caminho que leva a Voce

Mais uma vez Obrigado Senhor por outro dia
Obrigado Senhor que o sol nasceu
Obrigado Senhor agradeço Obrigado Senhor

Por isso eu digo: Obrigado Senhor pelas estrelas
Obrigado Senhor pelo sorriso
Obrigado Senhor agradeço Obrigado Senhor
Mais uma vez
Obrigado Senhor por um novo dia
Obrigado Senhor pela esperança
Obrigado Senhor agradeço Obrigado Senhor
Por isso eu digo: Obrigado Senhor pelo sorriso
Obrigado Senhor pelo perdão

(foto retirada de ms37.no.sapo.pt/LA%C7OS/tapete-de-estrelas.jpg)

 

 

 

sinto-me: agradecida

Desabafos de alemvirtual às 14:27
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